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Inseminação Artificial em cadelas e gatas

Há alguns anos vem se fazendo inseminação artificial em cadelas e gatas por diferentes motivos. Os mais comuns são:

Nas Fêmeas
– Não aceitam os machos, muitas vezes por não terem convívio algum com outros animais de sua espécie, ou mesmo por distúrbio de temperamento;
– Por não terem afinidade com o macho escolhido pelo seu dono e não por elas mesmas;
– Quando a fêmea não tem o teste de Brucelose. Esta doença é sexualmente transmissível, além de ser uma zoonose (doença que passa do animal para o homem).
– Quando não é possível fazer o deslocamento físico do animal, neste momento se faz necessária a utilização da inseminação com sêmen resfriado ou congelado.

Nos machos:
– Machos jovens que ainda não tem prática no acasalamento;
– Quando o macho, às vezes muito famoso, tem que cobrir mais de uma cadela ao mesmo tempo (colhe-se o sêmen e divide-se para as cadelas que precisamos inseminar);
– Cães já idosos, em que se evita a monta (processo que exige bastante do animal) para não colocar em risco a saúde do animal;
– Cães com vários problemas de saúde que inviabilizam completamente uma monta natural, como artroses, alterações cardíacas, etc..
– Cães machos já falecidos os quais foram colhidos sêmen em vida. O sêmen do cão pode ficar congelado por vários anos e utilizados quando seus tutores encontrarem fêmeas adequadas.

A inseminação pode ser feita com sêmen fresco, congelado ou resfriado.

– Fresco: colhe-se o sêmen e, imediatamente, se infunde na fêmea;
– Resfriado: este sêmen permanece viável por algumas horas;
– Congelado: necessita-se de uma técnica muito mais complexa, envolvendo gastos mais elevados; porém, pode ser feita vários anos após a morte do animal doador deste sêmen, como já aconteceu há alguns anos, quando um cão da raça Golden Retriever que foi campeão nos Estado Unidos, havia nascido 14 anos após a morte de seu pai.

A técnica para inseminação artificial é um pouco complexa, e requer a presença de um veterinário que seja especialista nesta área. É necessário que a fêmea esteja por volta dos 10º primeiro dia do cio, quando é feito um esfregaço vaginal (retiram-se células da vagina para exame), para se detectar em que fase do ciclo estral (cio) ela se encontra ou a dosagem de progesterona, que consiste na retirada do sangue da cadela para avaliação da dosagem de tal hormônio.

Caso ela esteja em uma fase propícia para se fazer a inseminação artificial, colhe-se o sêmen através da técnica de manipulação do pênis. Esse sêmen é analisado para sabermos se é viável. Em seguida, infunde-se o material na fêmea através de uma pipeta de inseminação. A técnica não requer anestesia ou tranquilização dos animais.

Esta é uma pequena exposição de como se é feita uma inseminação artificial com sêmen fresco. Existe uma quantidade enorme de variáveis que só um veterinário que entenda do assunto pode resolver. Utilizando-se o sêmen fresco ou resfriado podemos conseguir uma taxa de 80 a 82% de prenhez. Com o sêmen congelado, essa taxa é de 60%.

Leia também:
Dúvidas sobre inseminação artificial
Conservação do sêmen canino

André Maldonado

Médico veterinário (CRMV SP 7402)

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