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Febre Maculosa – Como prevenir

Febre Maculosa – Como prevenir

A febre maculosa é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida do animal para o ser humano, unicamente através da picada de carrapatos. A presença desse parasita é obrigatória para que a enfermidade se propague, não sendo possível a transmissão direta de pessoa para pessoa ou de animal para pessoa.

Os animais domésticos (cão, coelho, aves), do campo (bois, vacas, cavalos) e silvestres (capivara, roedores) são reservatórios da doença, causada por uma bactéria chamada Rickettsia rickettsii. Ao picar um animal infectado, o carrapato adquire a bactéria e passa a transmiti-la a todos os indivíduos, pessoas ou animais, que ele picar.

Uma particularidade na transmissão é que o carrapato demora de 4 a 6 horas para infectar o organismo no qual está aderido. Assim, é importante eliminar o mais rápido possível os carrapatos da pele, quando ocorre uma infestação.

Existem vários tipos de carrapatos, mas no caso da febre maculosa, apenas a espécie Amblyomma cajennense, conhecida como “carrapato estrela”, “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro”, e suas larvas e ninfas (carrapatos bem pequenos) chamadas popularmente por “carrapatinhos”, “micuins” ou “vermelhinhos”, transmitem essa enfermidade.

No homem, os sinais aparecem de 2 a 14 dias após a picada do carrapato infectado. Além da febre alta, um sinal evidente e característico são as machas avermelhadas pelo corpo. Existe tratamento, mas ele deve ser administrado com rapidez para que haja chance de cura.

No cão, uma das únicas espécies animais a demonstrar sinais clínicos da doença, os sintomas podem ser leves e passarem desapercebidos. Alguns cachorros, porém, podem adoecer com sintomas parecidos com os da erlichiose (febre alta, falta de apetite, manchas ou pontos avermelhados pela pele, dentre outros). O tratamento é feito com antibióticos.

É importante salientar que a grande maioria dos animais domésticos não possui a doença e raríssimos carrapatos da espécie Amblyomma estão infectados e poderão transmitir a febre maculosa. A ocorrência da doença no Brasil é bastante esporádica, em áreas rurais, encontrando-se apenas focos em algumas regiões.

Portanto, não há razão para pânico no caso do cão estar infestado por carrapatos. É preciso saber se a região possui focos da doença e, mesmo assim, se o animal tiver a bactéria causadora da febre maculosa, o dono só será contaminado se for picado pelo carrapato que estava no animal. Existem diversos carrapaticidas eficazes no mercado.

O controle de carrapatos é a medida sanitária eficaz para evitar e controlar a febre maculosa. Em nenhuma hipótese o animal suspeito deve ser sacrificado ou abandonado pelos donos.

Conheça outras doenças transmitidas pelos carrapatos aos cães: Babesiose e Erlichiose

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