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Cães-Guias de Cegos

Mais do que proteção, com o cão-guia o cego ganha um amigo.

Regina é médica, especializada em terapia intensiva. Portadora de um glaucoma congênito, aos 30 anos já não enxergava mais. Dez anos depois de perder a visão, sua vida sofreu profunda alteração: a chegada de Merlin, um labrador com um ano de idade que seria seu guia.

“Merlin me deu desembaraço e autoconfiança. Mesmo que eu tenha que ir a lugares desconhecidos, sinto-me apoiada, jamais estou só. O meu relacionamento com Merlin é quase telepático. Ele parece compreender o que penso.”

O cão guia é um animal muito especial, possuindo temperamento dócil e sendo dotado de extrema paciência e determinação. Ama profundamente o dono e por essa razão sente prazer no seu trabalho e funciona como olhos do cego. Ele não cansa jamais, sendo treinado para acompanhar o cego 24hs por dia.

Por esse motivo, os treinadores fazem cursos específicos, com aulas práticas e teóricas, adaptando experiência de países como Estados Unidos, Inglaterra e Argentina às condições de vida dos cegos do Brasil.

Merlin e Regina

Atualmente as raças utilizadas no mundo inteiro são: retriever do labrador, golden retriever, collie (pêlo longo ou curto), boxer, bouvier des flandres e pastor alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o CÃO.

Nem todas as pessoas com problemas de visão se adaptam a um cão-guia, por isso, as necessidades dos candidatos são cuidadosamente analisadas e um cão conveniente é selecionado, pois a adaptação entre o cego e o cão é fundamental.

Para o cego que não se adapta ao uso de bengalas, o cão-guia apresenta muitas vantagens: obstáculos acima da cintura são fáceis de serem percebidos pelo cão; atravessar ruas movimentadas é mais fácil e seguro pois o cão percebe o movimento do tráfego.

Além disso, existe o aspecto psicológico positivo que resulta da união cego/cão-guia, pois o cachorro é estímulo, amor, carinho, inspira confiança e vontade de viver ao cego, integrando-o à sociedade.

Implantar o sistema de ajuda aos cegos depende de diversos fatores como:

  • a educação da comunidade para aceitar o cão-guia;
  • a legislação para permitir a entrada de cães-guia em locais públicos e meios de transporte;
  • a aquisição, treinamento e manutenção dos cães-guia, etc..

Veja também: o adestramento do Cão-Guia

Agradecimentos:
Mônica Grimaldi
Associação Cão Guia de Cegos

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