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Cães com medo excessivo de ruídos

Medo excessivo de ruídos

Existem cães que têm medo excessivo de determinados ruídos. Se imaginarmos que eles têm uma capacidade auditiva quase quatro vezes maior que a nossa, um ruído sem importância para nós pode ser ensurdecedor para eles.


Os ruídos que costumam causar pânico nos animais são fogos de artifício, máquinas de tosa e/ou secadores, trovões, tiros, etc..

Os cães pulam no colo do dono, tremem excessivamente, o coração dispara e eles tentam se esconder em lugares pouco comuns, permanecendo lá sem comer, beber ou sair para fazer suas necessidades.

Alguns donos podem achar isso até engraçado, porém, se o animal tiver alguma alteração cardíaca severa, a taquicardia (aceleramento do coração) que o medo excessivo provoca poderá causar problemas à saúde do animal, principalmente se ele for idoso.

Se fobia a ruídos é o problema do seu amigão e você se preocupa com a reação dele nos dias de fogos ou tempestades, veja as dicas de Cláudia Pizzolato, treinadora de cães diplomada pela NDTA (National Dog Trainers Association) nos USA e proprietária da BitCão – www.bit.com.br, no Rio de Janeiro:

– Trabalhar com dessensibilização: ter gravado em cassete ou CD os sons que deixam o animal paralisado de medo (à venda no site www.bitcao.com.br). Colocar o som MUITO baixo, quase imperceptível, e motivar o cão a repetir qualquer rotina que ele goste muito, como jogar bolinha, comer biscoito, etc.. No início é preciso fazer estes exercícios num local e horário bastante calmos e neutros. Só devemos passar adiante quando o cão já estiver suportando o barulho que o incomoda, num nível normal.

– Não recompensar involuntariamente: é preciso ter muito cuidado para não dar carinho e atenção ao animal quando ele estiver com medo para não recompensá-lo,  involuntariamente, por ter medo. Nada de tentar acalmar o cão ou segurá-lo no colo. Em último caso é preciso deixar um local preparado para que o animal possa se esconder e sentir seguro, como numa toca.

– Usar medicação: alguns veterinários preconizam doses diárias de antidepressivos, ministrados nos dias em que se suspeita que haverá ruídos que causem pânico ao cão. A medicação tem que ser dada antes do cachorro começar a ficar apavorado e pode evitar crises médias ou leves de pânico. Para casos graves de fobias causadas por sons, como fogos de artifício, tempestades, trovões ou armas de fogo, outras drogas podem ser utilizadas, sempre a critério e sob prescrição do veterinário.

Segundo Cláudia, o medo excessivo de ruídos é um dos problemas mais difíceis para serem tratados em comportamento canino, especialmente em casos graves. De qualquer forma vale a pena tentar.

No caso de cães que se estressam com o barulho de máquinas de tosa e secadores, utilize chumaços de algodão nos ouvidos do animal, para diminuir o ruído. Isso também pode ser tentado em dias de tempestade ou fogos de artifício. Mas é claro, esse “truque” não terá efeito algum em animais extremamente medrosos.

Procure assegurar-se que o cão não possa fugir em momentos de grande manifestação de medo. É comum os animais se desesperarem e saírem em disparado em direção à rua. Prenda o cão em dias de comemorações com fogos e rojões.

Consulte o veterinário que trata do seu animal. Caso ele julgue conveniente, medicará o seu animal para enfrentar o medo ou encaminhará você a um especialista em comportamento para tratar seu cão. Associando as medicações alopática, homeopática ou alternativa (Florais de Bach), a uma mudança de postura do dono em relação ao cão, há chances dele superar a fobia.

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